sexta-feira, 29 de março de 2013

Traços largos é isto...



Dêem a dois "putos" portugueses uma guitarra, eles conformam-se e fazem fado. Dêem a dois "putos" americanos uma guitarra, eles revoltam-se e fazem rock. Em duas frases expliquei o país, alguém avise o Boaventura Sousa Santos. 

quinta-feira, 21 de março de 2013

O regresso de Sócrates



Depois de Jesus Cristo e Lazaro de Betânia [não confundir com Lázaro O Leproso], José Sócrates [não  confundir com o pensador grego] é o terceiro caso de ressurreição registado na história do cristianismo. O Catolicismo e a RTP têm destas coisas, uma ida ao confessionário ou, em alternativa, à  velha Europa e tudo fica resolvido. Bem aventurados sejam os esquecidos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

A Mensagem Subliminar




Em Strawberry Fields Forever dos The Beatles há quem oiça “I buried Paul”, já em Stairway to Heaven dos Led Zepellin existe o famoso “Here's to my sweet Satan", mas já alguem tentou ouvir o nosso hino backwards? Ao fim ao cabo, já hasteamos a nossa bandeira ao contrário… E como dizia Robert Plant: “Cause you know sometimes words have two meanings…”

segunda-feira, 18 de março de 2013

Chipre

O Norte do Mediterraneo assiste à continuação da sua maldição, qual mistral levando consigo barcos de esperança que mal tinham acabado de sair do porto... Já a Europa do Norte continua na sua cavalgada triunfal face ao incerto, no entanto seguro que a ruptura com os incumpridores e incivilizados é mesmo o rejuvenescimento de que precisa...

quinta-feira, 14 de março de 2013

Vitor e as notícias.

Quando somos avaliados e, no dia seguinte, são-nos apresentados os resultados e as medidas novas de austeridade, trememos e sofremos quer nas 24 horas de expectativa quer nas 24 horas que pegamos novamente no recibo do ordenado (para quem o tem) e nas despesas do dia-a-dia e fazemos contas.
Ora, agora que sabemos que só daqui a 3 semanas é que saberemos os resultados da última avaliação, é de largar já tudo e fugir?!

Habemus Papam

A expectativa é grande! Entre tímido, simpático e humilde, os adjectivos prometem um bom Papa capaz de conciliar este Mundo - a Europa - e o outro (até porque, segundo ele, veio lá de nenhures). Para já, o Chico Papa Francisco revelou ser um tipo Deus na Terra cheio de bom humor e eufemismos. A ver vamos se valeu a pena votar em mais um a caminho dos 80- deixando os outros candidatos mais jovens (na casa dos 60) a um canto - se ainda assistimos a outro Papa antes do fim da crise.

terça-feira, 12 de março de 2013

Os Reformados Indignados




Em tempos de reformados da banca indignados, o famoso “aguenta, aguenta…”, ideias sobre desempregados taparem buracos e o pânico generalizado natural de um país à beira do abismo (que afecta tanto pobres como ricos), pergunto-me frequentemente se a elite económica portuguesa está à altura para perceber e proceder de acordo com a realidade actual. A relação da democracia com a finança não é de todo coerente e basta pensarmos que vivemos num sistema cada vez mais baseado na liberdade individual, onde o mercado se encarrega do progresso e onde a democracia trata da justiça e pouco mais, descuidando-se aspectos tão simples como a solidariedade e a cooperação. Assim sendo, é fácil de entender que esta liberdade individual faz da falta de responsabilização e da ganancia vigentes, valores aceitáveis em certas esferas. Neste sentido, protegem-se, utilizam os seus círculos de influência e opõem-se ao altruísmo que deveria ser um valor fundamental nos dias de hoje, não o escondendo sequer nas suas opiniões públicas.
Para mim, a verdade é só uma: Portugal só pode sobreviver baseado no interesse do bem comum e o trabalho é ainda a única coisa que justifica a apropriação de riqueza, elementos que a nossa elite preferiu ignorar durante muitos e bons anos. Resta esperar, que depois desta revelação progressiva de caracteres, tenhamos um Portugal melhor a curto prazo onde estas pessoas não sejam mais que simples elementos eficazes e não os seus “mestres” absolutos.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Keynes à portuguesa



Neste momento, Keynes dá voltas e voltas no túmulo, ainda buscando um bloco de notas onde possa apontar as boas novas. Aparentemente, as suas ideias ainda são acolhidas de bom grado e não apenas as mais famosas que influenciaram a macroeconomia moderna. Por cá, João Salgueiro pensou, pesquisou, esmifrou as teorias keynesianas e o eureka materializou-se na frase: "Se não sabem o que fazer, ponham metade dos desempregados a abrir buracos e a outra metade a tapá-los. O que interessa é que estejam ocupados". Mais: "Criar lares de terceira idade, tratar melhor das crianças, ter as cidades mais limpas. Não há voluntariado para ir limpar as matas e as ruas uma vez por ano? Isso não é trabalho indigno". Pergunto-me a que tipos de buracos se refere (espero que não sejam aqueles que o próprio Salgueiro ajudou a criar…), mas também que tipo de pagamento receberão os nossos desempregados visto o nosso Estado falido apenas poder pagar a novos secretários e gestores público-privados?!?! Enfim, todas as teorias são mesmo assim, têm sempre algo que podemos questionar…
Para Salgueiro, não interessa saber o porquê de passarmos a ter uma taxa de desemprego endémica, daria demasiado trabalho e seriam demasiados dedos a apontar. O que interessa é que se o Estado e os empresários querem produzir mais e as pessoas querem trabalhar (ou estarem ocupadas, segundo as suas palavras), porque eles simplesmente não juntam os seus interesses? Haveria um maior nível de produção, junto com um maior nível de emprego, e todos sairiam ganhando. Na minha opinião, a teoria caí pela sua própria simplicidade que roça a desconsideração que tem por todos nós, procurando dar soluções micro sem pensar ou dizer algo de macro. Enfim, Salgueiro mostra como a nossa elite económica é medíocre de ideias depois de demasiados anos debaixo da sombra governamental. E a descoberta recente de tantos destes pensadores é uma das coisas que definitivamente podemos agradecer à crise…